

A união de Cardgol (a bailarina delicada) e do ninja da 48 (o china) não foi suficiente para ameaçar a supremacia dos amarelos: Dudu Sapatilha (doente, mas com bom aproveitamento e gols decisivos), Guy (destaque do dia pela eficiente marcação ao oriental que tem um motor no rabo), Serjão (competente e com boas jogadas individuais), Igor Temível (com bons momentos, precisando aperfeiçoar ainda alguns fundamentos) e Thiago (o zagueiro dos pés de sabão, que tava patinando no começo mas depois encontrou seu bom futebol de sempre).
A nova fúria amarela não começou bem. Mas da segunda partida em diante a hegemonia foi sendo conquistada. Para valorizar ainda mais a seqüência de vitórias, registro aqui a provocação de Kércio antes do começo da partida: "Bota eu prum lado e Dudu e Guy pro outro, pra tentar equilibrar um pouco...". Erro fatal e estranho para um oriental educado dentro das tradições de bom senso e equilíbrio da filosofia confuncionista. E vejam: eles ainda tinham Cardigol (em noite de bailarina de cabaret da Rio Branco: uma puta, digo).
No terceiro time, destaque para Toré, que sempre toma a responsabilidade pelo time e tem sido um dos jogadores mais regulares e com melhor aproveitamento da peleja.